Crítica | MIB: Homens de Preto – Internacional

Uma das maiores franquias da virada do século, Homens de Preto veio para dar uma oxigenada no gênero aventura/sci-fi, que andava capenga naquela época. E deu muito certo – com uma dupla de protagonistas que tinham uma ótima sintonia (Tommy Lee Jones e Will Smith), e marcante trilha sonora de Danny Elfman, foi uma das maiores bilheterias de 1997, além de ótimas vendas e locações físicas ainda na época da VHS. Obviamente, isso continuações, que não foram tããão boas (Homens de Preto 2 em 2002 e Homens de Preto 3, em 2012). De todo caso, a franquia tinha um potencial imenso em ser expandido – e até houve desenho animado exibido na antiga TV Globinho, inclusive. Só faltava saber como essa expansão se continuaria na telona.

E continuou. MIB: Homens de Preto – Internacional (Men in Black: Internacional, 2019) chegou para requentar uma franquia que já se julgava engavetada. Afinal, há toda uma rede de proteção mundial dos agentes de preto, na apenas na sede em Nova York, centro dos filmes anteriores. Desta vez, protagonismo gira em torno de Molly (Tessa Thompson), menina que viu a ação dos MIB e que não foi neutralizada. Cresceu procurando incessantemente pela organização e pelas criaturas alienígenas, até conseguir se infiltrar na QG secreto dos MIB, e ser finalmente capturada, onde precisou provar por que ela precisaria ser uma Mulher/Agente de Preto.

Tessa Thompson é a “Will Smith” da vez – enxerida, destemida, não faz feio quando a Agente O (Emma Thompson) a testa, e a coloca para treinada pelo bon-vivant Agente H (Chris Hemsworth), que até então é considerado o melhor dos agentes de preto. A ótima química entre eles é o fio condutor do longa (vide Thor: Ragnarok). Contudo, isso não salva o roteiro arrastado e batido estilo “MIB” – fórmula que foi apresentada nas outras versões da franquia. Caso o espectador não ligue para os furos de roteiro, meta bronca – MIB Internacional é um entretenimento suficientemente bom. Só precisa melhorar (bastante) o roteiro e a direção das cenas de ação.

Nota da crítica: 3 Peixeiras de Luz (É massa)

Bonus-trailer: claro, não poderia ele, o nosso alienígena-mor!

Everaldo Lima Jr. (Coroa Pop)

Professor de História, Guia de Turismo e um Nerdão das Antigas!

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