Crítica | John Wick 3 – Parabellum

Se quer Paz, prepara-se para a Guerra.

John Wick vai para a guerra. Para quem tava acompanhando a Saga John Wick, que iniciou com o De Volta ao Jogo e depois seguiu com Um Novo dia para Matar, já se ligou que a guerra tá declarada. John Wick 3: Parabellum (2019), em cartaz nas principais salas, inicia momentos após o segundo filme, quando John quebra as regras e assassina o chefão da máfia, Santino D’Antonio (Riccardo Scarmaccio), nas dependências do Hotel Continental – e como não foi devidamente castigado com a própria vida após o delito, passou a ser banido e caçado pelos outros assassinos. John inicia toda uma complexa jornada para tentar salvar e retomar sua vida.

John Wick é com sobras a melhor franquia de ação atualmente. Com diversos elementos que envolvem códigos de regras de comportamento e trabalho, no caso das sociedade em que envolvem os principais mafiosos do mundo, conquistou rapidamente um público cativo e recolocou Keanu Reeves aos holofotes. Comparando aos episódios anteriores, o roteiro foca mais na ação e na pancadaria, com um Jonathas Wick que muito lembra os personagens policiais de figuras bem conhecidas por aqui, como Steven Seagal, Chuck Norris, etc. Com Wick não há tempo ruim – ele apanha e bate na mesma proporção, derrubando seus adversários um por um, confrontando com a autoridade da Alta Cúpula. Ele vai precisar se acertar com o passado e se aliar com Sofia (Halle Berry), a Diretora (Angelica Houston) e mais uma vez, com Winston (Ian McShane), o dono do Continental, para conseguir se safar e voltar à ativa.

Parabellum – do latim, “prepara-se para a Guerra” – segue a linha ultraviolenta, operática e maravilhosamente torta da franquia. É o capítulo mais estranho, mais ambicioso e talvez o mais divertido. Reeves mostra que está em boa forma com quase 55 anos. Se destaca séries de sequências de luta encenadas e bem elaboradas, intercaladas com cenas de exposição de filmes B – e isso não é um demérito. Ter um dos maiores nomes nesse gênero nos anos 90, Mark Dacascos, como o vilão Zero, engrandeceu tais cenas de luta, que proporcionou um certo deja-vu para aqueles os filmes de ação B tão populares da (boa e saudosa) época das locadoras físicas. Ainda falando nesse deja-vu, até há uma referência ao seu personagem mais clássico e famoso de sua carreira. Para o bom entendedor, já se liga que a partir dali, “o bicho vai pegar”.

John Wick 3 – Parabellum já chega deixando sua marca – já é uma das maiores bilheterias do ano, fazendo frente a Vingadores: Ultimato nos EUA. Num período em que há uma certa escassez de franquias originais, John Wick vem se destacando muito bem, contemplando um público que anda carente de novos títulos. Johnatan ainda tem muito lápis a usar – afinal, a guerra apenas começou.

Nota da crítica: 4 peixeiras de Luz (É Porreta!)

Everaldo Lima Jr. (Coroa Pop)

Professor de História, Guia de Turismo e um Nerdão das Antigas!

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