Crítica |O Date Perfeito

Dirigido por Chris Nelson, o longa-metragem abordar a história de Brooks Rattigan (Noah Centineo), um garoto de 18 anos, que para juntar dinheiro e ir estudar na faculdade dos seus sonhos, Yale, desenvolve juntamente com seu melhor amigo Murph, um aplicativo de encontros. Em troca de pagamento, o jovem galã “se aluga” no estilo Uber e realiza o “date perfeito” de clientes de todos os tipos e idades. Interpretando desde um jogador de tênis competitivo, um rapper, um dançarino de salsa e até mesmo um idiota com péssimas piadas.

A ideia surge depois que Brooks é pago para acompanhar Celia Lieberman (Laura Marano), a prima rebelde e deslocada, de um jovem exibido  que frequenta a lanchonete onde o “namorado de aluguel” trabalha. Celia personifica muito bem o papel da desinteressada moderna, que ao decorrer do filme passa a se importar com o protagonista.

Na trama também temos Shelby Pace (Camila Mendes) uma jovem fútil, rica e popular, o interesse romântico do personagem de Noah, que fingi ser rico para poder se aproximar dela. É interessante destacar a presença de Murph, um coadjuvante gay, inserido de forma que ressalva a importância da presença dos mais diversos papéis, mostrando que qualquer um pode ser o que quiser. 

Enquanto que Rattigan é a personificação do namorado ideal dos tempos atuais: bonito, sensual e respeitoso com as pessoas com que se relaciona. Um rapaz de bom coração com o desejo de mudar o mundo. Que ao adotar várias personalidades para levantar uma grana, se sente vazio e confuso, questionando quem realmente é, e o que na verdade quer na vida.

The Perfect Date (título original) é a clássica junção de drama adolescente e comédia-romântica, com clichês em sua essência narrativa não complexa. Deixando assim que o público complete as entrelinhas previsíveis. O final traz leves reflexões sobre a idealização do encontro e do par perfeito, e a máxima de que as vezes o que procuramos está bem na nossa frente. Reforçando que é preciso “ser você mesmo”, e não fingir ser outra pessoa tentar agradar os outros.


Nota da crítica:  2 peixeiras de Luz (É meia-boca)

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