Crítica | O Outro Pai

Quatro irmãs, que mal se convivem, se veem obrigadas a se reencontrar devido a um triste acontecimento: o falecimento de sua mãe. Sara (Blanca Suárez), Lucia (Macarena García), Sofia (Amaia Salamanca) e Claudia (Belén Cuesta) se reencontram por força da perda, para se despedir da matriarca Carmem (Marisa Paredes). Já no velório, se estranham devido a suas diferenças e se deparam com elementos do passado da falecida dos quais desconheciam.

Antes de morrer, a mãe fez um vídeo para as filhas, contendo uma série de revelações sobre um segredo de família que colocará o mundo delas às avessas: elas não são filhas do mesmo pai, como se pensava. Para ter direito a suas respectivas partes da herança deixada, elas precisam descobrir quem é O Outro Pai delas, numa jornada de descoberta que terão que fazer juntas em equipe, e que não será uma tarefa fácil.

Dirigido por Gabriela Tagliavini, A Pesar de Todo, seu título original, cumpre o que propõe – uma comédia dramática que funciona muito como um passatempo, para realmente “desligar o cérebro”. A conexão entre o quarteto de irmãs é o principal guião do filme. As peripécias em que as irmãs precisam se desdobrar para descoberta de quem é o verdadeiro pai são mostradas até de uma forma equilibrada, sem pender tanto para a comédia ou para o drama. Cada uma das irmãs já passam por situações e problemas bem particulares, mas bastante comuns no meio feminino: insatisfação num casamento mal-sucedido, tentativas de se esquecer um romance frustrado, e dificuldade de como lidar comas reações a suas sexualidades, por exemplos. Situações essas que, se convivessem e já estivessem juntas, muito ajudariam em superá-los.

Por outro lado, o desfecho dessas situações ocorrem de uma forma simplória e muito previsível. Para quem está acostumado com os filmes espanhóis, caracterizados com desfechos densos até mesmo em comédias, pode acabar se frustrando no final do longa – que é curto, não chega 80 minutos de projeção. Contudo, pode satisfazer àqueles que sempre apreciam o famoso “final feliz”.

Apesar do final bem folhetim, o filme deixa bem claro a boa mensagem do quão é importante irmãs estarem conectadas umas com as outras, mesmo com todas as diferenças e distâncias. Num mundo em que o comportamento feminino ainda é muito atacado e questionado, o companheirismo entre mulheres, sobretudo familiares próximas, é fundamental.

Nota da crítica: 3 Peixeiras de Luz (É Massa!)

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