Crítica | Alita – Anjo de Combate

Lançado em 1991, Battle Angel Alita (Ganmu, no original) é um clássico entre os mangás. Obra-prima de Yukito Kishiro, sua série original de nove volumes publicados angariou grande sucesso e conquistou um seleto grupo de fãs. Baseado nele, Alita – Anjo de Combate, filme dirigido por Robert Rodriguez com produção de James Cameron, conta a história da personagem-título, que vive em um mundo cyberpunk ambientado em 2563. Na trama, o especialista em robótica e cibernética Dyson Ido (Christoph Waltz) encontra uma ciborgue de aparência muito jovem avariada numa gigantesca pilha de ferro-velho e decide reconstruí-la. Sob rápida empatia surgida com ela, resolve tratá-la como filha.

Não há grandes semelhanças entre o mangá e sua versão cinematográfica. O roteiro é mais inspirado no volume Anjo Enferrujado, quando Dr. Ido acha a cabeça da ciborgue, batizando-a de Alita (Rosa Salazar). Mas ela não tem memória de seu passado, apesar de conter em sua programação grandes habilidades de luta. O enredo se desenvolve em sua jornada de descobertas e experiências, em tentar saber quem ela é e de seu passado, em paralelo à chegada de novas vivências.

Nesse conjunto, o roteiro acaba sendo um pouco arrastado, esfriando o ótimo ritmo em que as lutas de Alita com os ciborgues impõe. Embora que o os pontos altos da projeção de Rodriguez sejam as lutas e design gráfico dos ciborgues, e principalmente de Alita, a interação amorosa dela com Hugo (Keean Johnson) acaba esfriando o hype. A tentativa de mostrar que uma máquina de combate pode amar e até querer se sacrificar é válida, mas é um certo contrassenso, devido ao enorme poder que Alita possui que vai além de suas vastas habilidades mecânicas cibernéticas.

De todo o caso, Alita se destaca pelas ótimas cenas de ação, como no torneio de motorball e no bar em que se encontram os caçadores de recompensas, e já citados ótimos gráficos, como a aparência bem expressiva de Alita, valem e muito o ingresso. Ainda há do que se discutir do quanto o filme se aproxima ou se distancia do mangá – mas isso vai depender de como ficará o próximo episódio.

Nota da crítica: 3 Peixeiras de Luz (É Massa!)

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