Crítica | Aquaman

Das aparições secundárias a um filme solo. A trajetória do Aquaman já é conhecida por grande parte do público e foi a aposta de redenção para o universo da DC neste ano. O longa reconta toda a trajetória do herói a partir do momento em que o faroleiro Thomas Curry (Tomuera Morrison) encontra Atlanna (Nicole Kidman), rainha do reino aquático de Atlântida. O fruto da união entre terra e mar é Arthur Curry, que após crescer sem a mãe, se vê obrigado a ir a seu território e partir numa aventura em busca do lendário tridente de Atlan para impedir uma guerra liderada por seu meio-irmão, o rei Orm (Patrick Wilson).

Arthur Curry é moldado perfeitamente para Jason Momoa, o que provavelmente é a causa da modificação da personalidade original do herói, mas em compensação, garante o carisma necessário para conquistar um novo público e arrebatar os velhos fãs. A escolha do resto do elenco, como Nicole Kidman, William Dafoe e Amber Heard também foi muito acertada individualmente. Entretanto, ao reunir todo o núcleo, a sintonia não parece tão fluida, especialmente na construção do romance entre Aquaman e Mera (Amber Heard), mas nem essa “falha” foi capaz de tirar o brilho do filme. E quanto brilho!

A aposta visual para retratar os sete mares e as batalhas em Aquaman foi repleta de cores, fluorescência, tecnologia e efeitos visuais de tirar o fôlego. A grandiosidade do reino de Atlântida foi bem retratada e adaptada para os dias atuais com veículos, criaturas e exércitos com armas de alta tecnologia. A direção do australiano James Wan uniu perfeitamente fantasia, ação, história antiga e tecnologia ao longo de duas horas que você mal sente passar. O diretor dividiu muito bem o tempo de tela entre sequências aquáticas e terrestres mostrando muitas vezes as duas perspectivas na mesma cena, o que corrobora com a ideia de que o herói é o elo entre a terra e o mar. Conhecido por sua trajetória em filmes de terror, Wan não poderia deixar de dar o seu toque nas criaturas sombrias do reino do Fosso.

As cenas de ação (que foram muitas!) garantem muita tensão, principalmente as que envolvem o Arraia Negra (Yahya Abdul-Mateen II), o vilão secundário. Essas sequências de ação ditam o ritmo do filme, que é bem cadenciado e até um pouco previsível. A trilha sonora não sustentou tanto essa construção, e também te deixa sentindo falta de uma música tema do próprio Aquaman. Apesar disso, as músicas escolhidas encaixam com a aposta e proposta do longa.

Com muita cor, brilho e até um toque de humor que funciona (!), com efeitos visuais e criaturas subaquáticas muito diversas, o filme vale a visita nas salas de luxo. Aquaman vem para inovar os longas da DC ao abraçar o lado da ficção de fantasia e renova as esperanças tanto da produtora quanto dos fãs, que já viveram muitos altos e baixos. Os “DCnautas” de plantão vão sair bem satisfeitos e quem não é, vai ser conquistado pelo novo rei dos sete mares.

Nota da crítica: 04 peixeiras de luz (É Porreta!!) 

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