Crítica | Animais Fantásticos: os Crimes de Grindelwald

O ano é 1927. Gellert Grindelwald (Johnny Depp) está preso na sede do MACUSA (Ministério da Magia dos Estados Unidos). Mas exatamente na noite de sua transferência para o ministério britânico, um ataque muito bem planejado possibilitou sua fuga. Agora, Grindelwald retoma sua conquista de novos seguidores e sua busca por Creedence Barebone (Ezra Miller), um obscurial, única criatura capaz de aniquilar Alvo Dumbledore. Incapaz de deter o bruxo das trevas, Dumbledore (Jude Law) delega a Newt Scamander (Eddie Redmayne) a missão de salvar Creedence e encontrar/impedir Grindelwald.

 “O Mundo Bruxo que você conhece, a história que você ainda não sabe”. A frase utilizada pela Warner na divulgação do último trailer resume a sensação que o espectador tem do início ao final do filme. Com altos, baixos, reviravoltas, muitos personagens e novos arcos narrativos, o longa traz muitas perguntas, tensões e poucas respostas.  O segundo longa da nova franquia do mundo bruxo, Animais Fantásticos, tinha a missão de desenvolver a trama que vai culminar na tão aguardada batalha entre Dumbledore e Grindelwald – que ocorre em 1945. Pouco tempo se passa entre os acontecimentos do final do primeiro “capítulo” e o clímax deste segundo, o que pode proporcionar uma sensação de “atraso” no desenrolar da história.

O termo capítulo é normalmente utilizado para descrever as fases dos livros. E é justamente como se estivessem assistindo a um livro que muitos vão se sentir durante Animais Fantásticos. A dinâmica narrativa já conhecida pelos fãs – crítica que vos fala inclusa – de J.K. Rowling é ainda mais explícita neste longa: pausas dramáticas, diálogos explicativos mais longos, arcos que surgem e se encerram num mesmo espaço temporal. Essa característica que pode agradar alguns e desagradar outros, juntamente com as várias pontas deixadas para o terceiro capítulo, foi algo que impactou bastante o desenvolvimento individual deste segundo, com consequências ainda imprevisíveis.

Os pontos altos e mais emocionantes de Animais Fantásticos: os Crimes de Grindelwald são o fan service e a parte técnica. Com várias, mas várias mesmo, referências à Harry Potter e, claro a tão aguardada volta à Hogwarts, que arranca suspiros e emociona os saudosos fãs. Os efeitos visuais, criaturas mágicas são de tirar o fôlego enquanto a trilha sonora, caracterização, ambientação e figurino se mostram impecáveis como sempre. A paleta de cores mais escura e o ritmo já conhecidos do diretor David Yates podem confundir ligeiramente a ambientação, já que o filme acontece em três lugares diferentes porém, não atrapalham significativamente a compreensão da trama.

A atuação de Johnny Depp é um show à parte. A decisão de mantê-lo, mesmo após as polêmicas se mostrou acertada. Ele entregou tudo e mais um pouco do que se esperava para o vilão protagonista desta franquia e com certeza vai surpreender muitos de vocês, que vão ser cativados por ele, podendo não resistir e querer mudar de lado também. Queenie (Alison Sudol), Leta Lestrange (Zoë Kravitz) e Nagini (Claudia Kim) também podem proporcionar algumas surpresas para os espectadores… Jude Law também entrega o Dumbledore que muitos conhecem e amam.

Animais Fantásticos: os Crimes de Grindelwald é um filme denso, complexo, que vai te tomar um tempo pós sessão para processar todos os acontecimentos. E mais tempo ainda criando teorias dos acontecimentos futuros, algo que os fãs do mundo bruxo amam passar horas discutindo. É uma volta para casa que aquece o coração e revira a mente. Vale a pena ler e ver.

Nota da crítica: três peixeiras de luz (É Massa!)

Confira o trailer

 

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