Crítica | Nasce uma Estrela

“Eu só queria te olhar outra vez.”

 

Uma jovem cantora da noite que conhece um cantor e músico renomado, em que cada um vive momentos distintos em suas vidas. Mas a partir daí, surge um amor imensurável, do qual discorre uma das mais belas e tristes relações já vistas recentemente no cinema. É nesse enredo que se desenvolve Nasce uma Estrela, que chegou aos cinemas nesta quinta-feira (11).

Nasce uma Estrela está em seu terceiro remake. As versões anteriores datam de 1937, 1954 (estrelada por Judy Garland) e 1977, estrelado por Barbra Streisand e Kris Kristofferson. A de agora é protagonizada por Lady Gaga e Bradley Cooper, que também é o diretor. Gaga vive Ally, uma jovem que sonha em ser cantora, mas que trabalha num restaurante para pagar as contas. De temperamento forte, volta e meia ela se apresenta num clube noturno, sendo sempre incentivada pelo pai e pelo melhor amigo. Lá ela conhece Jackson Maine (Bradley Cooper), um renomado artista de longa carreira, e se apaixonam. Enquanto Ally ascende ao estrelato, seu parceiro vive um acentuado declínio, em meio a problemas com álcool e drogas. Os momentos opostos nas carreiras acabam por minar o relacionamento amoroso dos dois.

A química entre os protagonistas é uma das coisas mais envolventes do filme. Muito se especulou se Gaga e Cooper teriam uma boa sintonia, após o lançamento dos materiais de divulgação. Mas assim como são belas as fotografias e cartazes do filme, também são a dinâmica e interação do casal de protagonistas. Ainda muito questionada como atriz, Gaga não faz feio e tem um desempenho acima do esperado, sem carregar no tom e emprestando muito bem ela mesma nas performances de Ally. Cooper é quem ainda mais surpreende – uma atuação irretocável e esplêndida, mostrando que ele amadureceu desde Sniper Americano. Passa uma veracidade ao calvário de Jack, que não há como não torcer para que ele se recupere rápido e desse a volta por cima. Mas a depressão e dependência química o enjaulam e afetam profundamente a relação com Ally.

Nasce uma Estrela não é um simples musical. É um relato de como a combinação de doenças psíquicas com álcool/drogas/remédios pode ser terrível, tanto para a pessoa envolvida, como para as pessoas que a cerca. A dura relação com seu irmão mais velho Bobby (Sam Elliot, de The Ranch, Hulk e Motoqueiro Fantasma) e as crises com Ally retratam bem isso. E só um elemento é capaz de dar todo o suporte para aguentar toda essa barra pesada: o amor. Foi o belíssimo amor mútuo do casal que fez Ally aguentar toda a carga da decadência que Jack estava atravessando. E os mantiveram juntos até onde deu.

Com ótimos som e fotografia, Nasce uma Estrela é uma obra-prima. Tem tudo para se candidatar a Globo de Ouro e Oscar, em pelo menos quatro categorias: Melhores Ator e Diretor (Cooper), Ator Coadjuvante (Elliot) e Melhor Canção (Shallow). Impossível não se emocionar durante a projeção. Impossível não se emocionar com todo amor transbordado por Ally e Jack. Impossível não acreditar que esse amor seja possível…

 

Nota da Crítica: Cinco Peixeiras de Luz (É Arretado!)

 

Confira o clipe Shallow, de Lady Gaga e Bradley Cooper:

 

Confira o trailer de Nasce uma Estrela:

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