Crítica | O Mistério do Relógio na Parede

Um menino recém-órfão se muda para a casa do tio em meio a uma série de sentimentos e mudanças bruscas a lidar. Lá, ele descobre que a casa em que agora mora é altamente misteriosa e guarda um relógio oculto nas paredes, que toca fortes e constantes badaladas, atormentando o juízo de seu novo tutor, além de descobrir que ele possui habilidades mágicas. Como descobrir o enigmático relógio e fazê-lo parar de funcionar é por onde se desenrola O Mistério do Relógio na Parede (The House With a Clock in its Walls, 2018), que estreia nesta quinta (20) nos cinemas.

Adaptação do livro de John Bellairs, O Mistério… é dirigido por Eli Roth (de O Albergue), e tem no elenco Owen Vaccaro (o menino Lewis Barnavelt), Jack Black (o tio Jonathan Barnavelt) e Cate Blanchett (a feiticeira Florence Zimmermann). Em sua primeira experiência numa produção de aventura/fantasia, Roth ainda trabalha com vários elementos de suspense e terror, tentando conciliar com a tonalidade sombria, mas nada macabro. Embora a trajetória da procura do relógio seja interessante, ela transcorre de uma forma rasa e engessada, que o espectador mais atento e exigente se incomodaria.

O que prende é a ótima interação entre Black e Blanchett, além do arco do pequeno Lewis, em que tem de enfrentar todo buillying e exclusão sofridos na escola e na sua dificuldade em fazer amigos. Neste arco, deixa uma das boas lições para o público-alvo: o quão graves são as consequências provocadas ao desobedecer regras essenciais, e que de nada vale a pena tentar provar algo que não é necessário.

 

Nota da Crítica: 3 Peixeiras de Luz (É Massa!)

 

Confira o Trailer:

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