Crítica | Capitã Marvel

Capitã Marvel está entre nós! O primeiro longa solo de uma heroína da Marvel chegou aos cinemas e trouxe consigo a história de Carol Danvers (Brie Larson), membro da Força Aérea dos Estados Unidos, que acaba, por conta de um acidente, recebendo poderes da raça alienígena Kree. Após a DC Comics emplacar Mulher-Maravilha, chegou a vez da Casa das Idéias trazer para as telonas a super-heroína mais forte do Universo Cinematográfico da Marvel – segundo o presidente do Marvel Studios, Kevin Feige.

Capitã Marvel começa – de certa forma – como já era esperado: explicando a origem da personagem. Ao contrário do que vemos em Pantera Negra, a narrativa do filme toma rumos diferentes e vai esclarecendo alguns pontos no decorrer da trama. Outros não. Apesar da história prender o espectador, alguns fios soltos são deixados e a necessidade de respostas é um sentimento presente após o desfecho.

O roteiro – assinado por Geneva Robertson-Dworet, Anna Boden e Ryan Fleck (os dois últimos dirigem) – está na média. a interação entre os personagens funciona, principalmente quando se trata do trio que protagonizou momentos importantes e engraçados durante o filme: Carol Danvers, Nick Fury (Samuel L. Jackson) e o gatinho Goose. Algumas alterações foram feitas para dar outro contexto para a trama, como a origem da personagem – que fica explícito que é por uma questão de representatividade, algo que foi aceitável e não afetou a essência da heroína. Além disso, os Skrulls, que irão surpreender muitos – ganhando um papel diferente do esperado. O humor é na dose certa, principalmente quando envolve o trio já citado.

O empoderamento feminino existe e algumas situações e deixam claro a intenção da Marvel de levantar essa bandeira, o que é bastante positivo. Carol cai, mas sempre levanta. E aprende com as quedas. Um símbolo de força e persistência.

O filme se passa na década de 90 e a trilha sonora é excelente, proporcionando ótimos momentos de nostalgia. Além das músicas, alguns elementos são vistos – fazendo a ambientação ficar ainda mais real e deixando o clima de saudade mais forte. Nos efeitos visuais, o espetáculo que aparece nos filmes cósmicos da Marvel aparece. Mas existem as derrapadas. O CGI não convenceu em alguns momentos, principalmente na cena da luta final.

Na ligação com os Vingadores: Ultimato, a primeira cena pós-créditos traz algo impactante. Já a segunda, como de praxe, traz algo mais voltado para o universo da Capitã Marvel, mas com a presença de um elemento importante, que aparece durante o filme, estabelecendo conexões com outros filmes da Marvel. E ainda há, na última cena do longa, uma revelação inusitada sobre a origem da Iniciativa Vingadores.

Entre erros e acertos – mais acertos -, Capitã Marvel é um bom filme e tem potencial para ganhar uma sequência, explorando ouros arcos da heroína. E uma personagem fundamental para a próxima fase do Marvel Studios. Agora é esperar o que Vingadores: Ultimo trará de surpresas e como afetará o destino de Carol. Que a ansiedade comece (ou ela já começou?)!

Nota do crítico: 4 Peixeiras de Luz (É Porreta!)

CONFIRA O TRAILER

Um comentário em “Crítica | Capitã Marvel

  • 08/03/2019 em 12:43
    Permalink

    Expectativa para Vingadores: Ultimato… Entre escorregadas e levantadas, o filme foi bem elaborado, justo que contou a história de como ela tornou-se a capitã, o que estava envolvido, é o que levou ela a lutar por algo melhor… Tinha mais a dizer mas entraria spoilers…kkkk… Não ficaria legal 😀 . Ótima crítica

    Resposta

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *