Crítica | Uma Aventura Lego 2

Após cinco anos dos os eventos em que impediram a ascensão da tirania do Sr. Negócios, Emmet (na dublagem original, Chris Pratt) e Lucy (Elizabeth Banks) passam a travar um novo desafio – agora contra a invasão de alienígenas “fofas” do Planeta Duplo em Bricksburg, fazendo com que se transforme em “Apocalipsópolis”, num futuro distópico, onde nada mais é incrível. Neste contexto, Emmet constrói sua casa para que possa viver ao lado de Lucy, mas ela ainda o considera ingênuo demais. Quando um novo ataque captura não apenas Lucy, mas também Batman, Astronauta, UniKitty e o Pirata, levando-os ao sistema planetário de Manar, cabe a Emmet construir uma espaçonave e partir em seu encalço. No caminho ele encontra Rex Perigoso, um navegante solitário que decide ajudá-lo em sua jornada.

Dirigido por Mike Mitchell (de Shrek para Sempre e Trolls), Uma Aventura LEGO 2 tem início relembrando o desfecho do antecessor. Assumindo o tom de distopia futurista com referências especiais a Mad Max: Estrada da Fúria, a proposta se contrasta com súbita aparição os brinquedos de aparência e com armas fofinhas – mas que causam um estrago daqueles. O longa rapidamente ruma a uma aventura espacial, contando com a constante transição entre a animação e o live-action – constância essa, maior do que o primeiro filme.

É nessa transição que o concreto e a imaginação se mesclam. O filme tenta mostrar como uma comum relação entre irmãos, se não for bem administrada pelos pais, pode afetar no desenvolvimento do imaginário deles. Também tenta mostrar de que não é ruim ser ingênuo, e sim a cobrança de que deva logo amadurecer – tal fase idealmente deve vir num momento certo para cada criança ou adolescente, sem apressamentos. É notável que os pais (Maya Rudolph e Will Ferrel) dos irmãos Finn e Bianca (Jadon Sand e Brooklyn Prince) ainda não sabem lidar quando eles brigam, tão comuns e normais em qualquer família e em qualquer época. Esse arco poderia ter sido melhor apresentado, construindo um diálogo mais horizontalizado e menos verticalizado.

O desempenho de Uma Aventura LEGO 2 é aquém do primeiro, porém não faz feio. Seus pontos fortes ainda são os movimentos dos bonecos LEGO, suas capacidades de monte e desmontes constantes – embora que tenha sido menor explorados – e, finalmente, assim como os brinquedos reais, aguçar a imaginação. Embora que nesse mundo que vivemos, nem tudo seja incrível, manter a sua essência é uma das coisas mais incríveis que possamos fazer.

Nota do crítica: 3 Peixeiras de Luz (É Massa!)

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