Crítica | Como Treinar seu Dragão 3

Há um pouco mais de sete anos, a Dreamworks lançou uma nova franquia, que abordava o surgimento de uma relação considerada impossível: a amizade entre um humano e um dragão. Transmitindo as mensagens de que deve haver tolerância entre os diferentes e que os preconceitos devem ser superados, a saga entre o menino Soluço e seu dragão fúria da noite Banguela, se consolidou como uma das animações de sucesso após Shrek. Teve sua continuação bem encaminhada, do qual agora tem em sua sequencia adicionado o terceiro filme, Como Treinar Seu Dragão 3 (How To Train Your Dragon: The Hidden World), dirigido por Dean DeBlois, que estreia nas salas de cinema nesta quinta (17).

Agora líder de Berk após assumir o posto de seu pai Stoico, Soluço junto com seus amigos realizam buscas e solturas de dragões capturados por caçadores. Isso, claro tem atormentado aqueles que vivem da caça aos dragões, sobretudo de Grimmel, considerado o mais eficiente e implacável, cujo seu “currículo” foi de praticamente exterminar fúrias da noite. Atraído pela notícia de que ainda resta um, Grimmel parte para capturá-lo e desafiar Soluço, do qual ainda o considera um pirralho e que traiu os feitos do Stoico ainda enquanto caçador. Soluço agora tem de, além de proteger seu querido dragão, proteger Berk da investida de Grimmel e demais caçadores.

Isso faz com que o domador de dragões tenha que encarar uma nova fase, que vai além de precisar tomar decisões em prol do bem-estar de sua terra-natal.  Seu fiel amigo Banguela, vejam só, encontrou alguém, se apaixonou por uma fúria da luz. Paralelamente, Soluço acabou se aproximando bastante de sua amiga Astrid, do qual ela se revelou uma ótima parceira, o ajudando a se nortear em tomar as decisões mais complicadas.

Amadurecimento é a palavra que descreveria resumidamente Como Treinar Seu Dragão 3. Toda a trilogia foi amadurecendo ao longo da mesma, seja no campo técnico, com boa edição de som e fotografia impecável, como no roteiro. O fio condutor ainda gira em torno da amizade e lealdade entre Soluço e Banguela, porém, agora encaram um novo nível de proximidade ao estarem acompanhados de suas parceiras. É bem interessante notar que há um outro paralelo: de que ambos são capazes de liderar à sua própria maneira. O companheirismo continua sendo um dos pontos mais altos de todo o enredo, que dosa a parte emocional com a cômica. Mas há também espaço para o discernimento sobre o que é melhor para ambos.

 

Nota da Crítica: 4 Peixeiras de Luz (É Porreta!) 

 

Confira o trailer:

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