Crítica | O Predador

A franquia Predador é uma das mais famosas e bem-sucedidas franquias da Cultura Pop. O Alienígena Caçador faz parte da grande onda de filmes de ação de ficção científica que marcam década de 80, junto com preciosidades como Exterminador do Futuro e Alien. Não apenas se consolidaram nas telonas, como também na Nona Arte – há diversas e ótimas edições de graphic novel dos predadores já lançadas, como Predador 1718Alien vs PredadorPredador 2 (adaptações do cinema para HQ) e (pasmem!) Predador vs Batman. O sucesso e a fidelidade de seu público é tanta, que derivados foram lançados no cinema, como a sequência Alien vc Predador I e II, e Predadores, sendo que esse último não obteve bom desempenho de crítica e bilheteria. 

O Predador, que estreia nas salas nacionais nesta quinta (13), é um eficiente filme de ação que se destaca quando sua veia cômica fica latente – uma característica do diretor Shane Black. Em vários momentos durante a projeção, se questiona e se satiriza o fato de o alienígena ser chamado de predador: “Predador é aquele que caça para se alimentar, e esse não é o caso. Ele caça por esporte”/ “Sim, mas ‘predador’ soa muito melhor”. Mantém o padrão que o identifica: espetáculo gráfico vistoso, com muito sangue jorrado e muita tripa espalhada, boas cenas de ação e bons efeitos especiais. O que vinha faltando nas sequencias e derivados anteriores, era um roteiro um pouco mais amarrado, mais coeso, que tivesse de fato uma real relevância para o enredo. Por outro lado, o roteiro não traz nada novo – segue praticamente a mesma cartilha de outrora, sendo que com novos elementos e personagens. 

O elenco é um dos pontos notáveis. Não primorosamente pelas atuações, mas pelo considerável contingente de atores que já atuaram em outros filmes e franquias conhecidos, como Boyd Holbrook (o protagonista Quinn McKenna, que trabalhou em Logan), Sterling K. Brown (da série This is Us e de Pantera Negra), Olivia Munn (de X-Men: Apocalipse), Trevant Rhodes (de Moonlight, vencedor do Oscar 2017) e Jacob Tremblay (Rory McKenna, filho de Quinn, cada vez mais especialista em personagens com necessidades especiais, como em Extraordinário). Outro ponto positivo é o fan-service oferecido. Há várias referências e easter-eggs visíveis dos filmes, cujo o fã mais atento saca rápido. 

O Predador entrega o que promete. É um universo ainda a ser melhor desenvolvido e explorado (como já o é nos quadrinhos), e tem um potencial enorme em ser bem além do que a pancadaria e ferocidade existente. Para quem gosta do gênero, é uma ótima pedida. 

 

Nota da crítica: 4 peixeiras de luz (É Porreta!)

 

Confira o trailer:

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