Crítica | O Candidato Honesto 2

Um ex-presidente que perdeu tudo após ser amaldiçoado a contar somente a verdade e entregar todos os podres do meio político de Brasília, que o fez sofrer todas consequências possíveis e hilárias, acaba por receber uma nova chance para se redimir. É nesse mote que baseia O Candidato Honesto 2, com direção de Roberto Satucci, roteiro de Paulo Cursino e estrelado por ele, Leandro Hassum.

João Ernesto (Hassum) após cumprir quatro anos dos seus quatrocentos anos (danou-se…!) de cadeia, é convencido a se candidatar novamente à presidência. Adorado pelo povo por admitir publicamente seus erros, João é mais uma vez eleito. Porém, sua vida no cargo nada será fácil, já que seu vice Ivan Pires (Cassio Pandolfn) estará o chantageando para que atenda as suas ordens.

Hassum lembra um pouco Renato Aragão quando lançou filmes em sua fase pós-Trapalhões. Seus filmes seguem um padrão bem definido de comédia, com muito pastelão, sátira, bem direcionado para a ala mais popular e fidelizada, com uma estética ainda muito televisa, e que nunca caiu nas graças dos críticos. Ao contrário da época de Os Caras de Pau, cujas as produções ainda eram muito pautadas e engessadas pela linguagem da TV, a partir de O Candidato Honesto ele passou a ter um pouco mais liberdade dessas amarras, o que é algo positivo. Mesmo assim, essas características televisas ainda saltam aos olhos do espectador.

Embora com um humor ainda cansativo e repetitivo, O Candidato… 2 faz o suficiente, ainda provoca algumas risadas, contudo não mais o que o primeiro filme. O ponto alto é justo na crítica (não tão) velada à política brasileira – desde como funciona o sistema político nacional e de como ocorreram os eventos em que resultaram no impeachment mais recente. É um bom filme para se distrair – e só.

 

Nota da crítica: 2 peixeiras de luz (É Meia-Boca, visse!)

 

Confira o trailer:

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