Crítica | Um Lugar Silencioso

Num local onde as luzes vermelhas significam “corra” e criaturas com uma “super audição” atacam ao menor sinal de barulho, uma família tenta sobreviver silenciosamente. Ou pelo menos tanto quanto é possível.

Embora tenha sentido falta da explicação de como as criaturas vieram parar na Terra, isso não prejudica em nada o entendimento da história e nem atrapalha o ritmo do filme. Muito pelo contrário, provoca ainda mais angústia, curiosidade e vontade de saber como acabar com elas.

Mas como fazer um bom filme sem quase nenhum som, sem diálogos? O diretor John Krasinski apostou na sensação e acertou em cheio. O espectador fica curioso, tenso, aflito. Mesmo quando o filme acaba, você ainda fica angustiado, num estado de alerta, com receio de fazer barulho. O longa proporciona ao mesmo tempo uma sensação de esperança. Não torcer pela sobrevivência daquela família do outro lado da tela se torna uma missão impossível.

O talento e a sintonia entre o quarteto Emily Blunt, o próprio John Krasinski, Millicent Simmonds e Noah Jupe é essencial para entregar tudo que o filme precisa. Os olhares, gestos, linguagem corporal explicam tudo: é um silêncio que grita. Grita de medo, de angústia, por uma vontade desesperada de sobreviver.

Nota do crítico: 4 peixeiras de luz (ótimo) – E que venham mais ótimas produções de terror/suspense!

Confira o trailer:

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