Nos embalos de: Mulher-Maravilha

Criada na década de 40, por William Marston, cientista excêntrico e inventor da máquina detectora de mentiras, a  Mulher-Maravilha veio ao mundo das HQs para personificar a ideia de emponderamento feminino que seu criador tinha. Analisando a posição social da mulher da época, William atendeu ao pedido de sua mulher, Elizabeth Hollowey Marston e deu vida a Mulher-Maravilha.

O primeiro personagem feminino da história da DC Comics foi inserido em meio a muita masculinidade. Mulher Maravilha se tornou o símbolo maior do feminismo nos Estados Unidos. Tendo como foco suprir a carência por autoestima das adolescentes daquela sociedade. Seu criador acreditava que a heroína tinha que carregar o que ele achava serem as virtudes mais importantes do gênero: gentileza, honestidade e inteligência. Era assim que Charles via o potencial das mulheres. Para uma personagem tão compromissada com o embate ao machismo e toda forma de opressão das mulheres, não era de se esperar, que as diversas promoções da imagem da Mulher Maravilha viessem com trilhas sonoras tão expressivas e fortes quanto ela.

Representação

Se você tivesse que pensar em uma canção que representasse alguém que você conhece e admira, certamente você levaria em conta principalmente a  personalidade. Foi mais ou menos assim que os músicos da The New South Bay Orchestra pensaram ao compor o tema do seriado de TV Wonder Woman , que foi ao ar nos EUA de 1975 à 1979, e trazia a atriz Lynda Carter no papel da protagonista. Essa produção foi exibida pela emissora CBS, com três temporadas, 59 capítulos e em cores. A série era ambientada nos anos 40, com audiência modesta. A música de abertura era Wonder Woman.

Novos ares

Já no ano de 2009, os mais jovens tiveram a Mulher Maravilha representada em uma canção instrumental muito enfática e um tanto poderosa.  Veio a nova roupagem da música Wonder Woman. Na oportunidade, o compositor Christopher Drake, conhecido por trabalhos em trilhas de personagens grandiosos como: Batman The Dark Knight Returns (2013) e o game Batman Arkhan Origins (2013) fez jus ao compromisso. Esta canção está presente na animação Mulher-Maravilha da DC.

Humanidade pura

Chegamos ao ano de 2017, com o cinema sendo sacudido por produções fantásticas, feitas pela disputa das grandes DC Comics e Marvel, onde quem ganha são os fãs. O filme Mulher-Maravilha marca o retorno da amazona às telonas, e não podia ficar sem uma canção que não fosse tão imponente quanto a destemida Diana. A cantora e compositora australiana Sia, com participação do rapper inglês Labrinth ficaram a cargo da trilha. A canção intitulada  Born to be human é uma daquelas que mexem com todas as emoções de uma só vez. Com certeza William Marston estaria orgulhoso.

 

 

 

 

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