Mulher-Maravilha | Crítica

Por Sthéphanie Leal

É verdade que “Batman vs Superman” e “Esquadrão Suicida” decepcionaram fortemente a crítica e o público no ano passado. No entanto, após a tempestade de fracassos acumulados pela DC no último ano, finalmente veio a bonança, e ela se chama Mulher-Maravilha.

O longa protagonizado por uma mulher, que chegou para limpar a reputação das produções da DC mostra uma nítida melhora em relação aos seus antecessores, isso porque seus amigos super heróis não compartilham dos mesmos poderes que marcam o primeiro filme solo da heroína. A empatia e altruísmo de Diana Prince prometem cativar (e muito!) o público e também a crítica, não somente pelo fato de se tratar da icônica heroína dos quadrinhos, mas por ser um filme que tenta quebrar os vários paradigmas que permeiam a história da humanidade por séculos.

No começo, a escalação da ex-miss Israel para vivificar a heroína não agradou e foi recebida com certo ar de desconfiança pela maior parte do público, devido à inexperiência de Gadot como atriz. Com força, coragem, feminilidade e bondade Mulher-Maravilha chega aos cinemas conseguindo entreter e emocionar ao mesmo tempo em que aprofunda e estabelece relação entre seus personagens.

A diretora Patty Jenkins acerta em cheio ao querer trilhar por um caminho inteligível, optando por dar ênfase à origem da princesa de Temiscira e a sua apresentação ao público.

A produção é iniciada com a apresentação da infância da heroína, que ficava deslumbrada ao ver os treinamentos das amazonas de Temiscira o que desencadeou um desejo imensurável de se tornar uma guerreira, porém, devido a super proteção de sua mãe, a rainha Hipólita (Connie Nielsen), ela teve um treinamento secreto com Antíope, sua tia (Robin Wright), o que a levou a descoberta do poder extraordinário que carregava consigo. Isso resulta na chegada de Steve Trevor (Chris Pine), que após sofrer um acidente cai na ilha local, que por sua vez leva a trama para a Primeira Guerra Mundial, estratégia usada por Jenkins para criar uma conexão maior com o público. Sensibilizada com a guerra sem precedentes que se espalha pelo mundo, Diana decide abdicar do equilíbrio e tranquilidade que circundam seu lar para lutar ao lado de Trevor, com isso ela acaba descobrindo o real alcance dos seus poderes e compreendendo sua verdadeira missão na Terra.

Ao chegar a Londres, Diana se depara com uma sociedade com muitas regras sociais e políticas direcionadas às mulheres – que não possuíam quaisquer direitos de expressar livremente suas ações, opiniões idéias e pensamentos pessoais, no início do século passado. O filme quebra esse arquétipo e desmitifica padrões transmitindo principalmente ao público feminino, um sentimento de empoderamento tornando o filme Girl Power por essência a partir do momento que expõe a complexidade da personagem e sua insatisfação com a cultura machista da época. As combinações da inocência de Gal Gadot com o charme sedutor de Chris Pine formam uma espécie de contraste cômico com as cenas de luta, o que trás equilíbrio e leveza à projeção que tem aproximadamente duas horas de duração que não cansa o espectador, muito pelo contrário, prende a atenção do começo ao fim.

Dirigido e estrelado por mulheres, Mulher-Maravilha provavelmente servirá como pretexto para catapultar novas produções que colocam as mulheres à frente. Por fim, a amazona que ficou muito bem representada, provou que precisava apenas de uma oportunidade para mostrar seu grande potencial nas telonas e por isso recebe 5 peixeiras de luz (Excelente).

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